Queridos amigos
que esta paisagem
apenas uma cópia
um pálido reflexo
das belezas eternas
seja uma idéia de luz
que brilhará sobre o vosso lar.
A luz que emana do criador
se faz em toda a parte
e não privilegia ninguém
e está sempre presente.
Mesmo quando se faz noite,
escuridão necessária à reflexão
e o repouso, precedendo a madrugada
que é o principio de uma nova manhã.
Falta criatividade!
Ambiente estéril!
Lasca incenso para ver
o povo sossegar
Se é que pode haver
a paz nas idéias.
Estou farto do moderno
Tenho pc, banda larga,
banda obesa, tanta banda e DVD.
Tenho amigos, muitos amigos
lá no orkut.
Aparelhos me dão tempo,
diz na caixa deles
mas percebi que este tempo
é virtual, só virtual
Estou sem tempo
tempo de falar,
de falar com ninguém
é só bom dia,
e até amanha
Como vai? Lá é sempre corrido!
Passa em casa. Depois eu vou.
Um bom papo
não tem mais
papo de corredor,
encontrar na escada,
falar fiado
coloquios, besteiras.
Chega do fático!
Perdi meus amigos
para uma lista e comunidades
perdi para o moderno
o antigo moderno
daquele homem da caverna
em louvor da sombra
só a sombra.
Tenho saudades dos tempos
brincava na rua
no pó vermelho, na terra roxa
andava de bicicleta, nao de bike
não tinha video game.
Tinha um pão,
com uma fieira com tampinha de coca.
descalso andava na terra
que não tinha bactéria
sim, ali não tinha.
Meus amigos quero os de volta
devolvam os velhos,
os novos e os futuros
que iria conhecer,
Também o tempo,
para conversar
como em outros tempo
que nao existia e-mail,
nem outlook,
o mundo era simples,
éramos inteiros.
Vejo o sol
indo ao horizonte
iluminando o mato
as arvores as águas,
se fazendo dia,
ou nascente, que importa?
lá distante
bem, lá bem distante
naquelas outras bandas,
que não podemos viver.
Vejo nestas terras
lindas, e castanhas terras.
sonhadores natos, bem natos.
vivem pensando, sonhando e sonhando,
imaginação ao sol,
aquecida como o mato
os sistemas, a luz e planetas.
Nestas mentes, vivem projetos
vivem planos aos mil.
Viver planejando,
planejando o melhor
melhorando, se fosse,
se fosse assim,
assim daria,
daria para fazer
fazer acontecer
acontecer e vender,
vender e viver.
Sonhando com o sol,
com a luz, a luz e planetas.
em suas mentes,
projetos vivem, se debatem,
sem espaço, se amontoam.
Trancados por idéias,
empurrados lá no fundo,
bem no fundo,
de uma mente criativa.
Além do sonho. Antes do fazer
há um precipício,
bem fundo, bem escuro.
ninguém ouviu falar,
ninguém ousa passar.
Mas o sonhador,
tem que passar
qual ao sol
indo ao horizonte.
Poucos ali estiveram
muitos morreram
poucos porem,
são sonhadores,
são vitoriosos!
(01-03-2007)
Bom dia meu amigo!
Começa um novo dia,
novinho em folha,
desejo-te que tenha, um
Bom dia!
Bom dia!
É dedicatória cortes,
é caridoso, é humano.
Deve vir da alma,
não da boca.
Bom dia!
É a alma que fala,
fala sem palavras,
fala direto ao coração.
Em um bom dia
a esposa se deleita,
os filhos estudam,
os pais compreendem,
os profissionais produzem,
e os lideres indultem.
É desejo mágico,
capaz de unir corações.
Acalma ânimos,
eleva sentimentos.
A todos vocês,
mesmo quem não diga, um
Bom dia!
(02/02/2007)
Carta enviada ao prefeito do condado em Terras Castanhas
Tiozinho,
tome tento!
Fazendo política
pouco política
ganhas inimigos.
Talvez não saiba,
que damas vulgares,
falam-no ao vento
e seus rapazes,
espalham teus tentos.
Tiozinho,
olha o tento!
Já vi outros prefeitos
carregados no vento
deste e doutros condados.
Foram vítimas do caminho
de vendavais que tu segues.
A humildade é virtude
e ela não conheces.
Como esperar respeito
se não respeitas?
Tiozinho,
apanha o tento!
A brisa é refrescante,
saiba aprecia-la,
fale-na com respeito,
não imponha a força,
não a tente segurar
menos a apertar.
Feche a mão
que ela escapa!
Tiozinho,
não quero teu mal,
siga o modelo,
progrida, este é o caminho.
Se precisar de uma mão
estarei aqui, e te ajudar
com os tento.
Pedra, firme pedra,
nossa irmã mineral.
Vós que tranqüila e serena
repousas neste regato,
movida pela água insistente,
rolando sempre à imensidão.
É banhada pelo sol
e iluminada pela água doce.
Útil é a tua missão,
servidora fiel, que não reclama.
Aos pássaros musicistas
serve de palco,
aos mestres da natureza,
oferece confortável acento.
Pedra, minha firme pedra,
que te fazem alguns homens
atiram-te bem para bem longe!
ferem o teu sentir,
usam-te como arma!
Mas assim não sabem,
que esta maneira bruta
é a única forma que conhecem
de amar os nossos irmãos.
Não se desespere,
os perdoe!
São crianças do infinito,
remando contra aguilhões.
Peda, um dia, um dia pedra,
reconhecerão a tua virtude,
e a fé que tens, sim, esta sim,
um dia também terão,
com a mesma firmeza
que repousas suavemente
neste rio do infinito.
** A Pedra II - Este texto foi revisado da primeira versão, que não foi publicada.
Sentado num toco
de frente para um rio,
um matuto, só olhava.
Cigarro de palha na mão, não mais pitava,
um gole de café, em quando, nem tanto
contemplava as águas,
respirava o ar,
o resplandecer da luz,
o reflexo da água...
Pouco a pouco suas dores afundavam.
Há muito, cuidava por desfaze-las,
errando em terras castanhas,
andando às margens do velho rio.
Agora,
era um estado de felicidade; real felicidade,
nunca antes vivida, Sentia-se leve,
como pluma num campo,
ágil como uma água que voa.
Deslizava naquele vai e vem,
navegava no rio, em pensamento,
na águas doce do velho rio,
o velho Chico, seu companheiro milenar.
Sentiu vontade de banhar os pés,
sentir o refrescar da água,
a leveza daqueles perfumes,
da suave ondulação
de águas verdejantes
que corriam para o mar.
Mãos angélicas pareciam transporta-lo,
escutou a luz, viu a canção,
do vai e vem do velho Chico.
Que mais esperava da vida?
Já possuía a felicidade perfeita.
Percebeu que nada perdeu. Ganhou vida!
compreendeu que não era um sonho,
Tudo era real, no mais puro estado
de contemplação. Alçou vôo tão esperado,
Para elevadas esferas da criação,
que por esforço próprio, pode alcançar.
"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso"! E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...
E conversamos toda a noite, enquanto
A via láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora! "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"
E eu vos direi: "Amai para entendê-las:
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas".
Olavo Bilac