Acho que até já comentei isso por aqui, mas hoje acordei com este assunto e achei muito relevante escrever. A rogativa “Livrai-nos dos pecados“ ou simplesmente não cair em tentações não quer dizer que deixaremos de ser “tentados”. Talvez seja a hora em que mais sofreremos as investidas de forças ocultas menos dignas.
Agora a pouco eu li um capítulo do livro “Vinha de Luz” onde o autor alertava que, os testes começariam com esforços simples, acolchoado pela convivência em família mas que aos poucos se tornariam em testemunhos cada vez mais ásperos até um ponto derradeiro... Ainda falta muito para que eu seja considerado discípulo...
Senhor, nosso pai
Livra-me dos pecados
mas sei que melhor faz isso senhor
colocando-me em contato com eles
para que com o meu esforço
eu possa definitivamente me afastar
sem correr o risco
para eles um dia voltar
Obrigado senhor.
Para o amigo da Rode Madalena de Jesus que deixou um comentário no Semeador.
Obrigado por sua valiosa contribuição aqui no meu blog. A minha idéia foi sempre ter um espaço para discussões e através dela aprender sempre. Acredito que o conhecimento seja o bem mais valioso que o homem possui e sempre estamos aprendendo. O Mestre já não nos orientou para conhecermos a verdade e ela nos libertará? Ela nunca cairá do céu, e sempre dependendo do nosso esforço.
Sobre o seu comentário, me permita questionar alguns pontos.
Quando era garoto, achava maravilhosa a idéia de viajar pelo tempo. Naquela época passava uma série chamada Voyagers (ou algo parecido). Contudo, a ciência tem-nos explicado algumas coisas desta questão, inclusive pelas pesquisas do eminente Albert Einstein. Para ele, na sua teoria da relatividade, uma entidade que se desloca na velocidade da luz tem o tempo reduzido em uma dada fração, que agora não me recordo qual, em relação a nós que estamos aqui sentados, escrevendo e lendo. Desta maneira seria absolutamente possível uma viagem no espaço tempo, sempre para o futuro. Contudo, a Bíblia nunca mencionou que um ser tivesse a capacidade de tal deslocamento, sequer algum veículo. Também na atmosfera, além do fóton é praticamente impossível alcançar tal velocidade. O atrito com o ar frearia qualquer veículo mais ousado que poderia até derreter mediante este atrito. Então ainda considero a viagem no tempo algo muito maravilhoso, mas não prático. Perante estes fatos, que são muito pálidos pelo o meu estreito conhecimento fico com a simples teoria da reencarnação, onde um ser tem chances consecutivas de se aprimorar cada vez mais. João Batista eu acredito que é Elias reencarnado, e não Elias que viajou no tempo. Estamos aí para quaisquer debates a respeito. Se a ciência provar que é impossível existir a reencarnação, ficarei com a ciência abandonando esta idéia.
Muito grato e fique com Deus!
O Divaldo Pereira Franco iniciou um programa na Rede TV aos domingos as 15 horas. É uma grande oportunidade para divulgar os ensinamentos da doutrina dos espíritos.
Publicaram no Youtube o programa do domingo passado, em três partes.
Apesar do meio espírita ter incentivado os adeptos da doutrina irem ao cinema assistir o filme de Bezerra de Menezes, como foi o caso da Rádio Boa Nova, devo admitir que o incentivo não foi tão vasto como alguns devam pensar, de nível coercivo dentro dos centros espíritas ou de federações e de uniões. A presidente do centro que freqüento sequer estava informada do lançamento. Achar que o público que viu o filme é unicamente espírita é o mesmo que achar que o vasto público de um artista é formado unicamente por sua mãe.
Fico muito contente em saber desta audiência, visto também que alguns diretores de teatro espírita estão se animando para produzir outros filmes. Hoje pela manhã o Jether no Nova Consciência comentou que Renato Prieto estuda a obra “Nosso Lar” do espírito André Luiz para uma possível versão cinematográfica. Parece que a Fox Filmes, que bancou o longa também se animou com o mercado e estuda outros títulos. Possivelmente esta onda também tenha desencadeado o programa semanal que o Divaldo Franco vai freqüentar na Rede TV. Estou animado e ansioso por estas novidades.
De um lado algumas coisas me entristecem no movimento, por outro, tenho felicidades incontáveis que estavam sempre ali, era só abrir os olhos para ver.
Bom Senso meu filho, é o que todo espírita deve ter para evitar mistificações. É necessário receber mensagens falsas para aprender a não cair mais nelas. Kardec na codificação recebeu diversas mensagens falsas e com presteza soube descartá-las da sua obra. Isso o incentivou a criar o chamado “Controle universal dos ensinamentos dos espíritos”. Recebemos mensagens e idéias em todo minuto, seja da conversa com um amigo, da televisão, de uma rádio espírita, de uma leitura ou também de uma inspiração da outra dimensão. Deveríamos criteriosamente analisá-las antes de contá-la para alguém. Deveríamos ser austeros no movimento espírita para evitar a depreciação da doutrina. Herculano Pires a seu tempo defendeu o espiritismo com unhas e dentes, e não por excesso de preciosismo.
Segunda-feira passada quando estive no Cairbar discutia sobre estes assuntos com a dona Angelina e o Edson Manfredini. Quanta coisa é publicada sem nenhum controle e quantos se dizem espíritas sem conhecer Kardec? Quantos livros espíritas vendidos na livraria do centro que são de boa procedência? Acredito que algum material tenha usado fotografias piratas. Qualquer material intelectual tem direito autoral assegurado por lei, e seria lícito ao espiritismo infringir a lei dos homens com a finalidade de divulgar a doutrina? Esta é uma pergunta que me faço e o bom senso muitas vezes me diz “não é lícito”.
Ainda me recordo dos anos de treinamento de Chico Xavier com a mediunidade. Para escrever o primeiro romance, Emmanuel que é o mentor espiritual do Chico, recomendou que ele cumprisse diversas atividades caridosas para ele aprender a se negar perante a obra. Somente em 1938 ele iniciou o “Há dois mil anos”. Divaldo franco fez o mesmo.
Espíritas tortos, o caminho e reto e estreito... como pretendem passar por ele? Ainda bem que o Espírito da Verdade esteve a frente da doutrina.
Já viu alguém na rua e teve a nítida impressão que a conhecia de algum lugar? Déjà vu! As vezes você fica olhando e olhando e a lembrança não vem. Você se esforça e memória e ela não pega. Neste tempo a outra pessoa já percebeu que está sendo observada e o questiona “o que tá pegando? tá maluco?” Ai começa um mal entendido. Imagine esta situação:
Você tem a nítida impressão que uma pessoa é próxima, mas você nunca falou com ela. A razão entra em conflito com a percepção. A pessoa saca que tem algo estranho, mas não sabe o que é, e você é classificado como “maluco”. Para evitar problemas de qualquer natureza acabam fazendo um acordo tácito e nem sequer se olham mais no rosto... Nunca houve um “bom dia”. As vezes um olhar escapa. E assim a vida continua...
Para nós espíritas, esta situação pode perfeitamente ser enquadrada em uma lembrança ainda viva de uma vida passada. Quem saberia dizer? Somente Deus o sabe.
Post scriptum
Esta é uma referencia aos chamados: Déjà vu, Déjà senti, Déjà visité * (Já vistos, já sentidos e já visitados...) Qualquer semelhança com fatos reais não são meras semelhanças.
A grande maioria dos fãs de qualquer gênero tem o impulso de gostar incondicionalmente da novidade antes mesmo de conhecê-la, dispensando o crivo da razão, pois acreditam que a origem é de inteira confiança. Em êxtase declara-na “maravilhosa”. Este pode ser um sintoma do fanatismo. Poucos no segundo momento avaliam se realmente era “tudo aquilo”. Se aparece uma crítica ela é considerada “cega” pelo fã. Em contrapartida, idéias pré-concebidas depreciam o assunto examinado. São os preconceitos e pode ser aplicado à qualquer gênero. Estes extremos estão presentes nos espíritas de hoje.
O espírita não é aquele que para tudo diz “que lindo!...”. Ser espírita é ter coragem pioneira e também contestar quando necessário.
Acredito que o cineasta é essencialmente um contador de histórias. Ele será brilhante quando contá-la bem, mas algumas vezes as coisas podem não sair como imaginadas. O diretor dá a sua interpretação para a obra e insere nela a sua essência. Daí a individualidade de cada produção. Contudo, contando bem ou mal, a história permanecerá a mesma, e ela e o “ato contar história” são coisas distintas.
Os diretores Glauber Filho e Joe Pimentel do filme “Bezerra de Meneses - o diário de um espírito” tem valioso mérito, e com muita audácia saíram do conforto escondido do centro espírita para mostrarem ao mundo o que realmente deveríamos fazer e como realmente deveríamos ser. Colocaram a luz no ponto mais alto da colina para todos verem.
Mesmo que tenham feito o melhor e com as melhores intenções, lanço a minha crítica sobre este longa metragem: Acredito que a história poderia ser melhor contada.
A história é realmente bela e todos nós espíritas já a conhecemos. Faltou elementos e recursos que criasse expectativa. O desenrolar seguiu linearmente, sem altos e baixos, sem surpresas que fazem o espectador se ajeitar na cadeira sem perceber. É incontestável que todos esperam um final surpreendente, e o hábil cineasta é aquele que faz este mimo. O maior desafio para o contador de história é contar de maneira única aquela que todos já conhecem, e ainda mais para o artista espírita, que não deve negar os princípios evangélicos e doutrinários. Um exemplo é a brilhante narrativa de Victor Hugo que em momento algum apela para elementos menos dignos. O filme Irmão Sol Irmã Lua de Franco Zeffirelli, é biográfico e cativante. Emmanuel, André Luiz e tantos outros utilizam recursos literários que prendem o leitor. As obras de Kardec e as revistas espíritas são empolgantes. A arte espírita não deve ser proselitista, os espíritos nos recomendam. O cinema também é arte e a arte deve ser harmônica, e a harmonia também é construída com variações. A arte precisa estar no “o belo”, ser original, mas acima de tudo dentro dos princípios estabelecidos pelo espiritismo. Em princípios doutrinários o filme é incontestável, mas não bem explicativo aos não iniciados. Alguns pontos fortes, como o caso do anel seguiu com menos emoção que aquela que temos guardada na lembrança. O caso do filho doente pareceu um fato sem importância e também não me convenceu que o Dr Bezerra teve problemas financeiros.
Em contrapartida, os atores Carlos Vereza e Lúcio Mauro interpretaram de maneira brilhante. Todos os outros atores, inclusive os menos conhecidos, cumpriram de forma satisfatória seus papéis. A exemplo do cineasta Walter Salles, não é necessário ter um elenco de ponta para fazer um bom filme. A obra está ai, e em muitas salas. Tiro o meu chapéu, se usasse, para o pioneirismo. Acredito que este seja um marco na obra cinematográfica espírita e estou ansioso para outros lançamentos. Aos diretores, estou aqui para dúvidas ou criticas sobre a minha crítica.
Devemos nos unir para colocar a luz do espiritismo no topo do pico da Bandeira!
Grande abraço
Correção em 08-09-2008
Permitam-me uma correção de idéias sobre esta critica, pois relendo achei um ponto vago. Quando confessei que a crise financeira do Dr. Bezerra não me convenceu, me referia apenas a cena apresentada no longa metragem. A vida deste espírita é notável e é uma passagem que todos conhecemos, mas penso que não tenha sido bem trabalhada no filme.
De meus olhos nunca haviam brotado lágrimas ao final de um livro.
Nunca havia lido algo tão significante, que passasse a ser um dos poucos pontos importantes de toda essa existência. O livro vai amarelar e na estante empoeirar. Virá um tempo e outra geração que o mandará para um sebo ou reciclagem. Mas a lição ficará guardada no espírito. Victor Hugo, que Deus o abençoe! Les Misérables...

Algumas vezes vejo as pessoas escrevendo frases de impacto em inglês. Será que a idéia fica mais inteligente em inglês ou sou eu que não tenho sensibilidade para isso? Já se foi o tempo que o francês tinha seu estilo. Há mais tempo ainda só era possível filosofar em alemão... Acredito que todas as pessoas precisam se expressar, mas poucas tem coragem de fazer. Então fazem, mas se escondem no idioma. Não tem nada a ver com ser chique.
Mudando de assunto, uma coisa é certa. Os cientistas estão chegando perto de comprovar, no mundinho deles, a existência do fluido universal. E quem provavelmente fará isso serão os astrônomos. Acredito que a matéria escura seja uma agregação quase pura do fluido universal. Quem ainda não conhece sugiro a leitura do “O Livros dos Espíritos”.
Aqueles que são ausentes da língua de Shakespeare me perdoem mas foi a melhor matéria que pude encontrar sobre a “matéria escura”. Aqui o inglês por necessidade.
Vou facilitar um pouco. A tradução de um pequeno treixo foi as pressas, mas a idéia é compreensível.
“Na cosmologia a matéria escura é aquela que não é afetada com a força eletromagnética, mas está presente e pode interferir nos efeitos gravitacionais da matéria visível.
(...)
Existe muito mais matéria escura no universo que a matéria visível... Cerca de 4% da densidade de energia no universo pode ser diretamente vista. Aproximadamente 22% é composto por matéria escura. O restante, 74% acredita-se que é constituído de energia escura e outros componentes desconhecidos distribuídos de forma difusa no espaço”
Prezados,
Eu proponho que agente esqueça tudo o que mantemos das tradições natalinas. Vamos colocar no lugar delas uma nova realidade que não é tão nova assim. Para nós cristãos a data é importante, mas o que fazemos é infantil!
Vamos jogar fora os rituais e proselitismos. Vamos ficar felizes pelo aniversário de nascimento do nosso senhor Jesus, o Cristo, que teve “a manha” de descer de altas esferas para somente nos amar. Se ele veio de tão longe, porque não vamos sair da porta de casa para a rua? Ir no templo da sua religião é louvável, mas não é tudo. Mandar uma mensagem de paz retirada da Internet em um cartão bonito pode não ser um ato que venha do coração, mas da tradição. Vá então apertar a mão de alguém!
Hoje reparei que o natal é familiar. Mas também divide. Valorizamos a família sanguínea mas excluímos a família universal da nossa alegria. Desta outra família faz parte o nosso vizinho, o chefe do nosso trabalho, o padre, o carteiro, o folgado do transito, a Mona Lisa, os colegas de trabalhos e também o pessoal que vive nas ruas. Já perguntou à sua consciência se você faz isso?
Quantas crianças sonham ter um pai. Um alguém que na noite de natal traga o mais importante e caro presente, que secretamente foi comprado na loja "do um real". No íntimo o presente pouco importa para quem vive na angustia, o importante é o afeto... Estenda a mão ao menos para um pequenino que lhe pede auxilio.
"Aquilo que você fazer à um destes pequeninos, é a mim que estarás fazendo"
Esta frase é significativa... faz parar para pensar... ao menos deveria...
Paro por aqui pois tento pensar...