Category: Poesias
Borboletas... duas, três, quatro ou sei lá quantas lembranças...
February 12th, 2009Passa uma borboleta por diante de mim
E pela primeira vez no Universo eu reparo
Que as borboletas não têm cor nem movimento,
Assim como as flores não têm perfume nem cor.
A cor é que tem cor nas asas da borboleta,
No movimento da borboleta o movimento é que se move,
O perfume é que tem perfume no perfume da flor.
A borboleta é apenas borboleta
E a flor é apenas flor.
Alberto Caeiro,
in "O Guardador de Rebanhos - Poema XL"
White
January 9th, 2009Is lovely white color
Like a small paper
over a gray table one
Waiting for a brush, pencil or pen.
marceloj
Natal, tempo de pensar...
December 22nd, 2008Natal,
para mim é tempo recolhimento
ao templo interno da consciência
e permanecer lá, aos olhos
dAquele que tudo criou,
tendo a certeza que a vontade dEle
seja auxiliar da maneira possível
aqueles menos favorecidos,
assim Ele se faz presente
na vida de todos.
Sem importância de credo,
raça, ou ocupação.
Para todos, um bom natal!
olhe
December 11th, 2008Olhe!
Não podes me ver
Desencarnei?
visto... .!
Um vulto, sem susto
bicho solto
fugitivo não cola,
galpão, não rola
Marrudo, que sou
igual, sou
Dizer-ia, enfim, somente,
outro oi...
tudo bem
Oh sim, eu estou tão cansado...
ando tão à flor da pele,
que meu desejo se confunde com a vontade de não ser
Afinidade
December 5th, 2008
Despertei
mas lembrei
de algo complexo, enrolado,
mas que é simples.
Seres e estares
nem sempre conjuga-se
Verbos... prefiro desenhar
ou fotografar.
E lá, lá da alma
penso em tudo
no que nunca entendi
mas há tempos percebi.
Dá agonia...
O que sei
sim, eu sei
que minha esperança
é muito simples
sem confusões.
Adoro dizer oi,
percebe coisa tão legal?
perguntar como vai
e o final de semana
nada é mais grandioso
que veros amigos.
Sim, não existe nada mais!
É estranho ver um gêmeo.
Andando pela rua
É tão previsível
como se ver no espelho
Agora acho que sei como sou
Percebo no clone
minhas ações .
As vezes
na combinação de cores
me espanto.
Afinidades...
MarceloJ - (c) Todos os direitos reservados
Impressões
November 12th, 2008
Impressionismo
Impressões do ar
Impressões do mar
Impressões da chuva
Impressões da mente
Impressões da gente
Impressões do Espírito
Sublime mão
que a todos dirige
obrigado pelo orvalho
que banha esta manhã.
Da força da grana que ergue e destrói coisas belas
October 26th, 2008Bem no final da noite de sexta feira passada fiquei aqui tentando escrever algumas idéias, mas a poesia passou bem longe. Não dava para chamar aquilo de rascunho, então resolvi dar um tempo e ir assistir TV. Não me pergunte do programa, só sei que estava na Cultura e acabei pegando no sono... Acordei com a televisão ligada já bem tarde. No sábado descansando na rede e ouvindo Caetano no Ipod achei algo bem próximo do que pretendia dizer, foi a música “Sampa”.
Acredito que esta canção seja percebida de várias maneiras, mas existem três principais. Quem só escuta a melodia percebe uma música bela. Quem só lê a poesia percebe algo preocupante e até meio feio. Quem une os dois percebe a obra integral, mas são poucos aqueles que conseguem... Aqui deixo registrada a letra, que já é suficiente para dizer o que penso. E tchau também pode dizer “até uma outra vida...”.
Sampa
Caetano Veloso
Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João
É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
Da dura poesia concreta de tuas esquinas
Da deselegância discreta de tuas meninas
Ainda não havia para mim Rita Lee
A tua mais completa tradução
Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João
Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto
É que Narciso acha feio o que não é espelho
E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho
Nada do que não era antes quando não somos mutantes
E foste um difícil começo
Afasto o que não conheço
E quem vende outro sonho feliz de cidade
Aprende depressa a chamar-te de realidade
Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso
Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas
Da força da grana que ergue e destrói coisas belas
Da feia fumaça que sobe, apagando as estrelas
Eu vejo surgir teus poetas de campos, espaços
Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva
Pan-Américas de Áfricas utópicas, túmulo do samba
Mais possível novo quilombo de Zumbi
E os novos baianos passeiam na tua garoa
E novos baianos te podem curtir numa boa
Devaneios de apartamento
October 21st, 2008Pingo
andando apressado,
buscando abrigo.
Espera... correr para quê?
Abrigo? Para que?
Pingo, pingo
Como criança,
reduzo o passo.
Pingo, pingo e pingo
espero chover
torço chover.
Felicidade
Muitos pingos
É chuva!
Não pare, mais,
chova bastante!
Gelado!
Apertando,
a vista turva,
a roupa pega
o cabelo gruda
No rosto
escorrem filetes.
Alegria andar
na chuva
Correr, enfiar
o pé molhado
numa poça
chutar a enxurrada
em uma laje,
encontrar uma bica
cantando abstrações
na chuva...
Fico molhado, ensopado,
e com a alma feliz...
Rápido e inesperado toque do vento
October 18th, 2008Suspiro...
Pode dizer muita coisa
no meu caso
foi alívio.
Queria parar aqui
mas hoje, terminei o dia
me sentindo poeta.
Necessidade,
cantar belezas,
falar com alguém.
O pensamento
passa mais que registro
daí idéias se perdem
talvez seja
um poeta morto
que veio aqui
cochichando versos
tudo em prosa
surpresas e karmas.
Talvez eu que seja poeta
Que já conhecera este canto
Em outra vida, ou nesta
outra além, quem sabe?
Gosto dele, mas outro
agora preciso cantar.
Eu devo ser poeta
que já cantou esta música
em outra vida, outra ocasião
não sei lidar com ela,
mas isso já decidi
que não pretendo tentar.
Fugia do canto
mas o canto continua a existir.
A vida tem caminhos
alguns escolhemos
e neles, devemos seguir.
Voltar perde tempo,
já perdi muito e agora
preciso seguir.
Por onde, não sei,
sei que vou, mas onde vou
isso eu sei.
Me disseram lá na igreja,
falando com o além,
virão noites, das traiçoeiras,
e a pesada cruz.
O mundo me faz chorar
mas sei, Quem tá comigo.
Sim, eu falo com mortos
mas também com vivos.
Numa curva,
as vezes a vida pega,
mas desta vez, não pegou.
Eu passei, não ileso, mas justo
fui correto, que alívio!
Posso deitar no travesseiro
e dormir.
Fico sem graça,
quando perco o controle,
não ser natural
atrapalha o verso.
Poesia talvez é isso
harmonia e sentimento,
talvez poesia, seja como viver
para um ser que sente.
Viver talvez seja
como voar.
Você dá motor
o avião corre,
e neste minuto
não pode mais parar,
tem que voar
parar é retroceder
pode machucar,
até morrer.
Então você descobre que voar
é ver por outro ângulo,
um que não via.
Lá em cima, tudo é belo.
Até o que não era.
Isso compensa
voar... adoro voar,
e destas belezas
quem conhece são pássaros.
Um poeta é um pássaro,
que pode enxergar lá de cima.
Levantei e saí,
foi difícil mas consegui,
como se fosse natural,
mas não foi.
Fiz minha opção,
escolhi o meu mar,
e estou alegre, por nele
poder navegar. Não vou sair.
Por isso canto,
a tranqüilidade vem,
a poesia flui como a brisa do mar.
Tocou suavemente a vela
e sem perceber impulsionou o barco.
Talvez viver ainda seja
como um veleiro,
que faz do vento
combustível para viver.
Navegar é preciso,
vento é, poesia é
para ir para ao mar,
conhecer lugares, vencer mares.
E às vezes,
contra o vento navegar.
E mesmo assim,
é preciso ventar.
Gosto de Pessoa,
De sua poesia, de seus versos, de sua prosa,
Me inspiram. Nunca fui pastor,
Mas é como se fosse.
Sinto as idéias fluir
Elas vem, e como vieram se vão,
Como uma borboleta
que no encanto vem, alegra e passa
como a brisa da manhã,
alegre e companheira
mas se extingue até o meio do dia.
Toda noite tem luar
Até aquela sem lua, a lua é a poesia da noite
Mesmo se ela não aparece, a imaginamos
E na imaginação,
ali ela está, resplandecente e altiva,
iluminando almas que a aprecia.
Os casais que se enamoram
e de todas as almas, que podem provar o seu valor.
Não sou social, sou introspectivo,
gosto de pensar, ficar comigo.
O meu olhar me carrega, e às vezes
ele me eleva, ou me mostra que não quero ver.
Então olho para o azul do céu.
Só e comigo, falo com o Criador
Ele não está lá fora, está aqui dentro
me da forças. Mas principalmente chance.
Nele está meu caminho, na consciência o mapa
Fico feliz por caminhar, Agradecerei ao pai
na próxima manhã, pelo lindo dia,
pelo caminho a percorrer, pela relva,
pela brisa que toca a minha mão.
Agradeço ó Pai pelas plantas, os pássaros, todas as flores,
que com todas as cores, me fazem pensar,
que linda manhã. Minhas tintas não são tão belas,
quanto a natureza. Obrigado Pai que estou aqui,
obrigado Pai porque creio em Ti. Obrigado Pai,
por ter alegrias, que sem a poesia não poderia sentir.
Não entendo aquela mulher...
September 1st, 2008Um retrato que gostaria de fazer
mas outro chegou primeiro,
era a Monalisa.
São Leonardo, até que o Sr. fez bem
mas eu, teria feito melhor?
Provavelmente não
Isso não...
Mas uma coisa eu sei
e pago pau pro Leo.
Ele retratou a mulher
enigmática, como ela é.



