Category: Desenho
O Bidu teve um importante papel na minha iniciação
August 26th, 2009É muito legal relembrar pontos significativos do passado, ainda mais aqueles que nos impulsionaram para um caminho significativo, e no meu caso, perdura até hoje.
Eu devia ter entre seis ou sete anos, estava na casa de um tio (ou seria em um mercado? A memória não é tão boa assim) sendo cuidado por um primo bem mais velho e a namorada dele, até que ela, a Marilene que gostava de me deixar envergonhado, comenta que o Élcio sabia desenhar um Bidu e se eu quisesse era para pedir à ele. E eu pedi, e rapidamente ele com poucas linhas desenhou a cabeça do cachorro do Franjinha que são personagens da turma da Mônica do Maurício de Souza.
Gostei tanto daquele desenho que fiquei um bom tempo tentando fazer igual, mas sem muito sucesso. Daí em diante tenho praticado e me dedicado às artes. Acho que este foi o gatilho de iniciou a ignição, mas, como todo bom moleque descuidado não me lembro para onde foi parar aquele desenho.
Nas férias deste ano que passei na casa do meu primo, recordei esta passagem e pedi para ele fazer novamente o desenho. O Élcio ficou todo eufórico em conhecer o importante papel e recebi ontem por e-mail o novo desenho, com o compromisso de retornar quando possível para Santa Catarina. Mas por ironia do destino, nestas férias em papeis invertidos, estava em Jaraguá do Sul – SC- incentivando o meu primo a fazer sketches urbanas. A maior terapia, comenta ele.
Hoje ele não é mais casado com a Marilene e sim com a Bebete, que é uma excelente pessoa e por talvez nem tanta coincidência, se é que elas existem, ela é prima da minha esposa. Me deixou também curioso a evolução da tecnologia. Há alguns anos ganhava o desenho em uma folha qualquer, parafraseando Toquinho, e ontem recebo outro desenho, mas anexo a um e-mail.
(...)
E o futuro é uma astronave
Que tentamos pilotar
Não tem tempo, nem piedade
Nem tem hora de chegar
Sem pedir licença
Muda a nossa vida
E depois convida
A rir ou chorar...
Nessa estrada não nos cabe
Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe
Bem ao certo onde vai dar
Vamos todos
Numa linda passarela
De uma aquarela
Que um dia enfim
Descolorirá...
(...)
Aquarela
(Toquinho/Vinicius de Moraes/G.Morra/M.Fabrizio)
Teste de estabilidade de pigmentos
August 17th, 2009
Há algum tempo tenho duvidado da qualidade de alguns materiais que utilizamos, em específico na questão da estabilidade do pimento, que é utilizado na fabricação das tintas. Nas lojas brasileiras temos materiais importados que são bem caros e certificados, algum material de fabricação nacional de boa qualidade e várias marcas baratas conseqüentemente duvidosas.
O pigmento não estável é aquele que desbota em contato prolongado com a luz, ficando com aparência de tinta lavada. Todo tipo de pigmento tem certa tolerância a luz. Alguns resistem por mais de quinhentos anos e outros com somente um ano já começam a perder a tonalidade original. Como poderia saber antes de empregar uma determinada tinta ao trabalho? A maioria das tintas importadas informam em uma tabela referência a resistência a luz (que não deve ser compreendida como transparência que é uma outra questão) e algumas mascas de nacionais também informam a resistência. Para o restante, a dúvida será muito produtiva.
Utilizar materia de baixa qualidade quando se está estudando pode ser justo para viabilizar o aprendizado, mas é necessário saber quando deveremos migrar para um material mais qualificado, a menos que queiramos ver a nossa obra ir se deteriorar com o passar dos anos. A durabilidade de um trabalho não é uma questão primordial , contudo, quanto mais tempo ela resistir ao tempo, melhor. Seguindo a dica de alguns amigos, montei uma tabela teste com algumas amostas que tenho certeza que irão desbotar e outras que cruzo os dedos para permanecerem como estão.
Conforme a imagem abaixo montei amostras com a mesma quantidade de tinta e água, com pinceladas espelhadas em uma folha de papel Canson Acid Free. Recortei a tabela em duas partes, a primeira deixei pendurada na parede do meu estúdio em um local bem iluminado mas não recebendo diretamente a luz do sol. A outra metade guardei na mesma pasta onde estou deixando os trabalhos deste ano, sem entrar em contato com qualquer tipo de luz.
Este teste será longo, pretendo deixar a metade exposta à luz por mais de um ano, e a cada mês comparando o estado de cada parte. Acredito que depois de um ano já da para ter uma boa idéia da qualidade de cada material e saber se foi bom negócio utilizar cada um deles.
A lista do material que estou testando é a seguinte:
Tinta da China Marrom Acrilex
Tinta da China Vede Acrilex
Nanquim trident
Aquarela Van Gogh (Talens)
Nanquim oriental em Barra
Tinta para Canetas Parker
Aquarela Rembrandt (Talens)
Tinta Acrílica Galeria (Winsor&Newton)
Aquarela escolar Pentel
Fazendo uma caneta de bambu
August 9th, 2009Há alguns anos havia feito a minha primeira caneta de bambu, mais por empolgação que por funcionalidade, pois havia visto a canetade outro amigo artista e lembrei que há muito este foi o método mais sofisticado de escrita. Há pouco mais de um mês, fazendo alguns trabalhos com uma caneta tinteiro (tinta da china) e me frustar pela tinta que acabou muito rápido, decidi buscar recursos mais baratos. Voltei ao velho bambu e fiquei encantado, perdendo o preconceito quando vi outro artista no SESCTV usando este estiloso material.
Há alguns dias construí uma nova caneta melhorada, e o passo a passo disponibilizo aqui para quem quiser fazer a sua própria caneta.
Como montei a minha caneta bambu para desenho
Consegui com um garoto uma vara fina de bambu verde, com entre 1 e 1,5 centímetros de diâmetro. Deixei-o secar por dois meses. Acredito que o tempo se secagem não seja necessário, podendo a caneta ser feita com ele ainda verde.
Cortei a vara com aproximadamente 25cm de comprimento
Com uma faca apontei a extremidade de maior diâmetro deixando-a parecida com uma pena de aço, das canetas bico-de-pena.
Fiz um furo com uma furadeira no centro da pena e abri o canal com um estilete. O furo é importante para impedir que a fenda do bico se estenda por todo o corpo da caneta.
Com estes passos simples, vamos aos testes. Utilizando um bom nanquim
Cada caneta produzida, tem a sua característica de traço, como peça artesanal, cada uma será única.
Diferente das penas de aço, procurei deixar a ponta mais rustica, criando um traço espeço que é uma característica marcante e que aprecio em desenhos.
Quando molhei a caneta virgem na tinta, percebi que a primeira carga chupou muita tinta, preenchendo o corpo da ponta. O resultado obtido foi diferente, utilizando nanquim e tinta para caneta tinteiro que é mais fluído que a primeira. Para limpeza, não se preocupe em retirar por completo a marca da tinta, pois ela nunca sairá, passe de leve um pano ou um papel toalha removendo o excesso.
Como na escultura, a caneta já estava dentro do bambu, o artesão somente a descobriu ali dentro.
Acho o bambu rustico estiloso, porem é possível trabalhar o corpo da caneta com entalhes, tinta ou marcas de metal quente, ao gosto e criatividade do artista. A minha irá ficar assim. Curtí.
Mais dicas, você poderá me acompanhar no Twitter ~ @marceloj ~ http://www.twitter.com/marceloj

O maior barato!! Agora sou um novo membro do grupo Urban Sketchers!
April 10th, 2009Conheci o pessoal do Urban Sketchers há pouco mais de seis meses e com ele tenho me estimulado a fazer algo que sempre gostei, mas que uma timidez meio besta me impedia, sair para as ruas para desenhar ou fotografar, sem nenhuma grande de fazer a obra prima. As vezes agente se frustra e custamos a aceitar que somos eternos estudantes.
A obra prima e fruo de intensa dedicação e disciplina, e não só de poucos dias ou meses de prática, e sim de anos de trabalho duro e intenso, e muitas vezes executado neste longo tempo no isolamento solitário de um estúdio.
O pessoal deste grupo está espalhado pelo mundo inteiro, e se reúnem em torno do Blog e o grupo do Flickr deste pessoal. O maior barato é que lá podemos conhecer o mundo inteiro por desenhos (ou simplesmente rabiscos) do pessoal que é membro e alguns também correspondentes...
Desenhar nas ruas é interessante. As vezes as pessoas passam e ficam olhando como se você fosse um extra terrestre. Pode-se fazer qualquer coisa nas ruas, alguns acreditam que até sexo, mas desenhar deve ser coisa de bicho esquisito. Aos poucos vou quebrando este conceito, que às vezes acredito que deve estar dentro de mim. Lá no Urban, vejo algumas pessoas desenhando no metrô, em suas viagens de ida e volta para o trabalho. A impressão que tenho é que as pessoas agem de forma natural. Como será que alguém deve se sentir sendo desenhando no Metrô de Londres, e talvez como as pessoas do metrô de São Paulo se sentiria? Isso é talvez algo que eu ainda venha descobrir. Lá na Europa é muito comum as pessoas utilizarem transporte coletivo para irem de casa para o trabalho. Lá o transporte é eficiente e mais confortável. Aqui a falta de investimento incentiva o hábito solitário de incontáveis carros com um único ocupante. O Brasileiro tem dessas, além de ser um povo muito caloroso é também um pouco solitário.
Primeiro Moleskine
February 24th, 2009Talvez comece de traz para frente
Ou talvez da frente para traz
Senti que era o ponto necessário
Este primeiro ponto, o primeiro sketch
Ainda quem sabe ache uma maneira de entender
Ou somente deixe o tempo passar
Mantendo a honra, aprimorando habilidades
Este será o meu caminho
Ainda me recordo que
O tempo não para
Mas não me isento de surpresas... .
First Moleskine
Maybe I was started at the end to the begin
Or perhaps I do to the beginning to end
I feeling this is the necessary point
This first point, the first sketch
Still maybe found one way to understand
or perhaps I leaves the time pass
Maintaining the honor, perfecting abilities
This will be my way
Still I remember
The time don’t stop
But not me exempt by surprises... .
Eu, Moleskine
February 3rd, 2009Talvez ainda não tenha encontrado a dosagem precisa para a divisão e a união de projetos. Divagar às vezes parece patinar na lama. Talvez uma medida precisa e constante nem exista, mas acredito que muitas vezes a união deles ou então a separação controlada por um tempo seja necessária. Tenho aqui meus dois principais Blogs, o Semeador e o Ateliê, que por hora foi rebatizado de Estúdio por ser um pouco mais condizente. Tenho também o “Churumelas” há muito hospedo no Bloger e que há muito não atualizo. Minhas idéias não se encontram no perfil daquele Blog, daí não faço postagens. Quem sabe um dia possa voltar. Ele permanece lá como registro do passado.
Há pouco criei um novo Blog, com o foco diferente. Com ele, o “Just looking, perhaps drawing....” quero aprender a escrever em Inglês e aprimorar o meu traço. Será totalmente escrito em Inglês para que possa interagir com alguns amigos gringos, contudo, com um rodapés de traduções, para os nossos estimados patrícios. Este será um Blog de rascunhos diários, os Sketches, como estamos chamando. Deixo os trabalhos finalizados e os passo-à-passo para o Estúdio que não deixarei de atualizar e que ficará como um registro oficial dos meus trabalhos.
“Do balacubaco”, se chamaria este post se houvesse o concluído no domingo quando parei para escrever. Comentava da comunidade que o pessoal do Coletivo 308 criou e que há pouco fui convidado para participar. Lá montei um perfil, e de certa maneira, um outro ponto com postagem de trabalhos, voltados para a apreciação e a crítica do pessoal do grupo. É uma comunidade interessante, ou como chamei no domingão, do balacubaco!
Ainda não afrente do tempo, estou contente por receber o meu primeiro Moleskine(r). Chegou ontem de uma loja dos EUA junto com um estojo de viagens de aquarela da Rembrandt, depois de uma longuíssima espera. Agora não tenho mais desculpas para sair a campo para fazer minhas Sketches. Estou pensando em dar um pulo na hora do almoço para os lados da estação Sant'Ana do Metrô, que fica próximo ao meu trabalho.

Pensando...
January 21st, 2009Alguns trabalhos nas curtas férias
January 1st, 2009Natal, tempo de pensar...
December 22nd, 2008Natal,
para mim é tempo recolhimento
ao templo interno da consciência
e permanecer lá, aos olhos
dAquele que tudo criou,
tendo a certeza que a vontade dEle
seja auxiliar da maneira possível
aqueles menos favorecidos,
assim Ele se faz presente
na vida de todos.
Sem importância de credo,
raça, ou ocupação.
Para todos, um bom natal!















