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O Submarino não honra seus clientes - Problemas com meu iPhone
Será que o mercado clandestino, compreendido como aqueles comerciantes que compram produtos no exterior entrando no país de maneira obscura e sem pagar impostos, possuem processos de assistência técnica e substituição de produtos defeituosos de maneira mais eficiente e valorizando o cliente que as lojas e representantes oficiais? A loja substituir um produto quando o fabricante não possui assistência no país é ético? Seria ética a postura da loja lavar as mãos para um cliente lesionado? Esta questão tentou me abater agora que enfrento um problema de um iPhone 3G que comprei no Submarino e que apresentou problema de fabricação após sete dias da compra.
Comprei um iPhone no Submarino no dia 14 de fevereiro e ele funcionou perfeitamente até 2 de março. O aparelho é fantástico, dá para ler e-mails, navegar na Internet em 3G, visualizar fotos e vídeos e ainda funções de GPS. Aconteceu que desde o começo do mês (2 de março) a conectividade com as redes wi-fi parou de funcionar, aí começou o pesadelo... Não conecta em casa, não conecta em redes públicas. Pedi para o pessoal de redes do meu trabalho configurar e também não conseguiram, algo que antes se resumia em escolher a rede e digitar a senha.
Pesquisando na Internet descobri que outros usuários tiveram o mesmo problema, e no caso deles a operadora (VIVO) substituiu o aparelho.
Procurei a rede autorizada Apple e descobri que nenhuma empresa dá suporte ao iPhone aqui no Brasil, apesar dele ter um ano de garantia e um bonito logotipo da Anatel na parte posterior.
Liguei na Apple (11 5503-0090) e eles informaram que eles não dão assistência ao iPhone e que centralizam o atendimento nas operadoras. Procurei a Vivo (protocolo 2009110322653), que era a operadora onde o iPhone estava bloqueado e eles recusaram a assistência pois a nota fiscal de venda foi emitida pelo Submarino. Apelei ao Submarino (no dia 5 de março) e após uma longa semana de espera, com minha insistente cobrança, fui informado ontem (16 de março) pelo atendente do setor de trocas David, em nome da coordenadora de trocas Priscila Luiza, que o Submarino se recusa a substituição (ou assistência) ao aparelho defeituoso e vendido por eles (chamado 69598452 / 69061553).
O Submarino não resolve, a Vivo não resolve, a Apple do Brasil não resolve, pois as operadoras compram o aparelho fora do país e o vendem passando sobre a competência da Apple Brasil. O Submarino compra o produto da Vivo e vende ao preço que convir. Agora estou com um abacaxi na mão... (não mais uma maça)...
Não teria o direito assegurado pelo código de defesa do consumidor, de que se um produto vendido e que não tenha suporte no país a loja se tornaria responsável?
Ainda precisei agüentar a zombaria de um conhecido, comerciante do MercadoLivre que vende iPhones desbloqueados, mais baratos que nas lojas oficiais, que se isso houvesse acontecido com um produto vendido por ele eu seria prontamente atendido. Estes iPhones desbloqueados e vendidos fora das operadoras tem entrada duvidosa no país, e então pensei, que querendo agir dentro da legalidade, comprando um produto com Nota Fiscal e pagando todos os impostos haveria de sair lesado? Será que os processos do mercado clandestino são mais éticos que o mercado formal no que diz respeito aos direitos do consumidor, como este caso do Submarino? Ainda assim penso que agi de maneira correta e mesmo com toda esta demora para resolução de um problema, com a moral completamente limpa apelo a fundação Procon e os canais de imprensa deste país.
O iPhone foi o aparelho que sempre sonhei, e acredito que seja a maior inovação após o Macinotsh e o iPod que ainda tenho o meu. Aprecio os produtos da Apple há muito, como usuário de Macintosh, e acredito que este defeito no meu iPhone é um caso isolado, e que devido ao descaso das empresas Brasileiras citadas denegrirem a imagem do produto.
Precisaria da ajuda de alguém para traduzir para o Inglês esta apelação para que possa encaminha-la a Apple na California, reclamando destas empresas que vendem o iPhone no Brasil. Quem sabe se Steve Jobs ler esta apelação eu possa ser atendido...
Abraços desiludidos com a ética do Submarino.
Post-Scriptum
Estou publicando este texto em meu blog pessoal, enviando-o ao Jornalista Heródoto Barbeiro da rádio CBN que possui postura a favor da ética nos negócios, e demais veículos que ora ache prudente divulgar para que clientes evitem comprar no Submarino e ocasionalmente sejam lesados.
Também inicio uma queixa na fundação Procon, também terá conhecimento a Apple do Brasil, o SAC do Submarino e o SAC da Vivo.
Pedido do Submarino Número: 102895745
Nota Fiscal: 343056




