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Pigmentos não dão sono... talvez a goma arábica
Há algum tempo um mestre me orientou que seria necessário que fizesse umas 400 aquarelas até conseguir ter uma razoavelmente boa. A cada estudo que termino penso que ele estava absolutamente correto. A técnica da aquarela é ainda um monstro para mim, daqueles bem feios que poderiam assustar qualquer criança quando a mãe manda apagar a luz e ir dormir. Mas como sou muito teimoso, e há quem diga que dizer “o Marcelo é teimoso” é redundante, venho fazendo meus estudos nas técnicas das manchas controladas.
Algumas coisas já pude ter certeza. A qualidade do pigmento não influencia tanto, mas ter pigmentos da grade “artista” é um bom investimento. A aparência do pigmento escolar é meio lavada. Mas percebi que o grande vilão da aquarela mal sucedida é o papel. Há algum tempo testei o Canson Montval, mas não gostei da textura dela. Um papel que fui mais feliz era um Fabriano. Qual deles não recordo o nome, mas não era o 100% algodão.
Ontem de madrugada testei o pigmento do estojo de viagens Rembrandt. O papel não era adequado, o horário também não era adequado... muito sono... Foi somente mais um estudo para quem sabe vencer a barreira dos quatrocentos, sobre a bagunçada mesa da cozinha.




