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Rápido e inesperado toque do vento
October 18th, 2008Suspiro...
Pode dizer muita coisa
no meu caso
foi alívio.
Queria parar aqui
mas hoje, terminei o dia
me sentindo poeta.
Necessidade,
cantar belezas,
falar com alguém.
O pensamento
passa mais que registro
daí idéias se perdem
talvez seja
um poeta morto
que veio aqui
cochichando versos
tudo em prosa
surpresas e karmas.
Talvez eu que seja poeta
Que já conhecera este canto
Em outra vida, ou nesta
outra além, quem sabe?
Gosto dele, mas outro
agora preciso cantar.
Eu devo ser poeta
que já cantou esta música
em outra vida, outra ocasião
não sei lidar com ela,
mas isso já decidi
que não pretendo tentar.
Fugia do canto
mas o canto continua a existir.
A vida tem caminhos
alguns escolhemos
e neles, devemos seguir.
Voltar perde tempo,
já perdi muito e agora
preciso seguir.
Por onde, não sei,
sei que vou, mas onde vou
isso eu sei.
Me disseram lá na igreja,
falando com o além,
virão noites, das traiçoeiras,
e a pesada cruz.
O mundo me faz chorar
mas sei, Quem tá comigo.
Sim, eu falo com mortos
mas também com vivos.
Numa curva,
as vezes a vida pega,
mas desta vez, não pegou.
Eu passei, não ileso, mas justo
fui correto, que alívio!
Posso deitar no travesseiro
e dormir.
Fico sem graça,
quando perco o controle,
não ser natural
atrapalha o verso.
Poesia talvez é isso
harmonia e sentimento,
talvez poesia, seja como viver
para um ser que sente.
Viver talvez seja
como voar.
Você dá motor
o avião corre,
e neste minuto
não pode mais parar,
tem que voar
parar é retroceder
pode machucar,
até morrer.
Então você descobre que voar
é ver por outro ângulo,
um que não via.
Lá em cima, tudo é belo.
Até o que não era.
Isso compensa
voar... adoro voar,
e destas belezas
quem conhece são pássaros.
Um poeta é um pássaro,
que pode enxergar lá de cima.
Levantei e saí,
foi difícil mas consegui,
como se fosse natural,
mas não foi.
Fiz minha opção,
escolhi o meu mar,
e estou alegre, por nele
poder navegar. Não vou sair.
Por isso canto,
a tranqüilidade vem,
a poesia flui como a brisa do mar.
Tocou suavemente a vela
e sem perceber impulsionou o barco.
Talvez viver ainda seja
como um veleiro,
que faz do vento
combustível para viver.
Navegar é preciso,
vento é, poesia é
para ir para ao mar,
conhecer lugares, vencer mares.
E às vezes,
contra o vento navegar.
E mesmo assim,
é preciso ventar.
Gosto de Pessoa,
De sua poesia, de seus versos, de sua prosa,
Me inspiram. Nunca fui pastor,
Mas é como se fosse.
Sinto as idéias fluir
Elas vem, e como vieram se vão,
Como uma borboleta
que no encanto vem, alegra e passa
como a brisa da manhã,
alegre e companheira
mas se extingue até o meio do dia.
Toda noite tem luar
Até aquela sem lua, a lua é a poesia da noite
Mesmo se ela não aparece, a imaginamos
E na imaginação,
ali ela está, resplandecente e altiva,
iluminando almas que a aprecia.
Os casais que se enamoram
e de todas as almas, que podem provar o seu valor.
Não sou social, sou introspectivo,
gosto de pensar, ficar comigo.
O meu olhar me carrega, e às vezes
ele me eleva, ou me mostra que não quero ver.
Então olho para o azul do céu.
Só e comigo, falo com o Criador
Ele não está lá fora, está aqui dentro
me da forças. Mas principalmente chance.
Nele está meu caminho, na consciência o mapa
Fico feliz por caminhar, Agradecerei ao pai
na próxima manhã, pelo lindo dia,
pelo caminho a percorrer, pela relva,
pela brisa que toca a minha mão.
Agradeço ó Pai pelas plantas, os pássaros, todas as flores,
que com todas as cores, me fazem pensar,
que linda manhã. Minhas tintas não são tão belas,
quanto a natureza. Obrigado Pai que estou aqui,
obrigado Pai porque creio em Ti. Obrigado Pai,
por ter alegrias, que sem a poesia não poderia sentir.



