Archives for: October 2008
Auto retrato (rapidão)
October 29th, 2008
Usando a técnica A lá prima. Feito em 30 minutos.
Parte do meu estudo de manchas.
Nossos sonhos são obra de designers, meu povo...
October 29th, 2008Ainda sobre o post do comercial do novo Focus, só mesmo uma agencia de propaganda estrangeira para valorizar a função do Designer. Quem senão este ser criativo teria a idéia da forma, ali um tanto romântica, do produto?
Happy Together
October 28th, 2008O carro é bom
O comercial foi uma boa sacada.
O cidadão idealizando o carro no chuveiro me lembrou um de meus processos de criação. rs (quem nunca teve uma idéia brilhante no chuveiro?)
Esta canção é interessante e a letra é muito boa.
Agora, este vídeo de época que achei no Youtube é uma piada! O cidadão saltando e batendo os calcanhares é zoado. E a velha conguinha?! =)
THE TURTLES - Happy Together (1967)
http://www.youtube.com/watch?v=gkVM-jGNn04
Ontem quando assisti fiquei impressionado, pois usaram uma canção que já conhecia e gosto, para um produto que aprecio, apesar do preço. É um carro de tiozinho, mas como sou tiozinho... rs. Talvez a intenção fosse esta, pegar um público já resolvido e informado. Na TV ligada lá na sala tá passando novamente o comercial. Se não estivesse deixando de ser consumista, pediria um para o Papai Noel... Mas, um carro não é o que busco...
Alegrando ainda um pouco mais, achei este outro vídeo no Youtube com o mesmo título. É bonitinho!
http://www.youtube.com/watch?v=zixg-vIQBLM
O Simple Plan também regravou a música. Mais agitada, mas igualmente boa.
http://www.youtube.com/watch?v=bgw0AkSzZec
Resumindo tudo isso... Curti!
Da força da grana que ergue e destrói coisas belas
October 26th, 2008Bem no final da noite de sexta feira passada fiquei aqui tentando escrever algumas idéias, mas a poesia passou bem longe. Não dava para chamar aquilo de rascunho, então resolvi dar um tempo e ir assistir TV. Não me pergunte do programa, só sei que estava na Cultura e acabei pegando no sono... Acordei com a televisão ligada já bem tarde. No sábado descansando na rede e ouvindo Caetano no Ipod achei algo bem próximo do que pretendia dizer, foi a música “Sampa”.
Acredito que esta canção seja percebida de várias maneiras, mas existem três principais. Quem só escuta a melodia percebe uma música bela. Quem só lê a poesia percebe algo preocupante e até meio feio. Quem une os dois percebe a obra integral, mas são poucos aqueles que conseguem... Aqui deixo registrada a letra, que já é suficiente para dizer o que penso. E tchau também pode dizer “até uma outra vida...”.
Sampa
Caetano Veloso
Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João
É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
Da dura poesia concreta de tuas esquinas
Da deselegância discreta de tuas meninas
Ainda não havia para mim Rita Lee
A tua mais completa tradução
Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João
Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto
É que Narciso acha feio o que não é espelho
E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho
Nada do que não era antes quando não somos mutantes
E foste um difícil começo
Afasto o que não conheço
E quem vende outro sonho feliz de cidade
Aprende depressa a chamar-te de realidade
Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso
Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas
Da força da grana que ergue e destrói coisas belas
Da feia fumaça que sobe, apagando as estrelas
Eu vejo surgir teus poetas de campos, espaços
Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva
Pan-Américas de Áfricas utópicas, túmulo do samba
Mais possível novo quilombo de Zumbi
E os novos baianos passeiam na tua garoa
E novos baianos te podem curtir numa boa
Devaneios de apartamento
October 21st, 2008Pingo
andando apressado,
buscando abrigo.
Espera... correr para quê?
Abrigo? Para que?
Pingo, pingo
Como criança,
reduzo o passo.
Pingo, pingo e pingo
espero chover
torço chover.
Felicidade
Muitos pingos
É chuva!
Não pare, mais,
chova bastante!
Gelado!
Apertando,
a vista turva,
a roupa pega
o cabelo gruda
No rosto
escorrem filetes.
Alegria andar
na chuva
Correr, enfiar
o pé molhado
numa poça
chutar a enxurrada
em uma laje,
encontrar uma bica
cantando abstrações
na chuva...
Fico molhado, ensopado,
e com a alma feliz...
Dramas ocultos para outros faturarem milhões
October 21st, 2008Lembrando Van Gogh, as vezes penso que o pior golpe que ele tenha sofrido é ver um de seus trabalhos sendo vendido por vários milhões de dólares... Ele fora pobre e talvez nem o seu irmão Theo, que era marchand, tenha acreditado na arte de Vincent. O mercado de arte é traiçoeiro e nada justo. Na quinta-feira passada assisti o filme “Vincent e Theo”... Extremamente inspirador, mas me deixou pensativo por alguns dias.
Ontem ainda assisti um documentário sobre um menino de rua que protagonizou um seqüestro muito famoso a um ônibus no Rio de Janeiro. Sinceramente fiquei com pena do menino que acabou morto. Foi vítima de todos e dele mesmo. Me fez lembrar a história de Jean Valjean, a qual ainda devo um review.
Post nada alegre... mas acredito que o verdadeiro artista tenha que conhecer dramas que passam escondidos da monstruosa mídia de massa.
Rápido e inesperado toque do vento
October 18th, 2008Suspiro...
Pode dizer muita coisa
no meu caso
foi alívio.
Queria parar aqui
mas hoje, terminei o dia
me sentindo poeta.
Necessidade,
cantar belezas,
falar com alguém.
O pensamento
passa mais que registro
daí idéias se perdem
talvez seja
um poeta morto
que veio aqui
cochichando versos
tudo em prosa
surpresas e karmas.
Talvez eu que seja poeta
Que já conhecera este canto
Em outra vida, ou nesta
outra além, quem sabe?
Gosto dele, mas outro
agora preciso cantar.
Eu devo ser poeta
que já cantou esta música
em outra vida, outra ocasião
não sei lidar com ela,
mas isso já decidi
que não pretendo tentar.
Fugia do canto
mas o canto continua a existir.
A vida tem caminhos
alguns escolhemos
e neles, devemos seguir.
Voltar perde tempo,
já perdi muito e agora
preciso seguir.
Por onde, não sei,
sei que vou, mas onde vou
isso eu sei.
Me disseram lá na igreja,
falando com o além,
virão noites, das traiçoeiras,
e a pesada cruz.
O mundo me faz chorar
mas sei, Quem tá comigo.
Sim, eu falo com mortos
mas também com vivos.
Numa curva,
as vezes a vida pega,
mas desta vez, não pegou.
Eu passei, não ileso, mas justo
fui correto, que alívio!
Posso deitar no travesseiro
e dormir.
Fico sem graça,
quando perco o controle,
não ser natural
atrapalha o verso.
Poesia talvez é isso
harmonia e sentimento,
talvez poesia, seja como viver
para um ser que sente.
Viver talvez seja
como voar.
Você dá motor
o avião corre,
e neste minuto
não pode mais parar,
tem que voar
parar é retroceder
pode machucar,
até morrer.
Então você descobre que voar
é ver por outro ângulo,
um que não via.
Lá em cima, tudo é belo.
Até o que não era.
Isso compensa
voar... adoro voar,
e destas belezas
quem conhece são pássaros.
Um poeta é um pássaro,
que pode enxergar lá de cima.
Levantei e saí,
foi difícil mas consegui,
como se fosse natural,
mas não foi.
Fiz minha opção,
escolhi o meu mar,
e estou alegre, por nele
poder navegar. Não vou sair.
Por isso canto,
a tranqüilidade vem,
a poesia flui como a brisa do mar.
Tocou suavemente a vela
e sem perceber impulsionou o barco.
Talvez viver ainda seja
como um veleiro,
que faz do vento
combustível para viver.
Navegar é preciso,
vento é, poesia é
para ir para ao mar,
conhecer lugares, vencer mares.
E às vezes,
contra o vento navegar.
E mesmo assim,
é preciso ventar.
Gosto de Pessoa,
De sua poesia, de seus versos, de sua prosa,
Me inspiram. Nunca fui pastor,
Mas é como se fosse.
Sinto as idéias fluir
Elas vem, e como vieram se vão,
Como uma borboleta
que no encanto vem, alegra e passa
como a brisa da manhã,
alegre e companheira
mas se extingue até o meio do dia.
Toda noite tem luar
Até aquela sem lua, a lua é a poesia da noite
Mesmo se ela não aparece, a imaginamos
E na imaginação,
ali ela está, resplandecente e altiva,
iluminando almas que a aprecia.
Os casais que se enamoram
e de todas as almas, que podem provar o seu valor.
Não sou social, sou introspectivo,
gosto de pensar, ficar comigo.
O meu olhar me carrega, e às vezes
ele me eleva, ou me mostra que não quero ver.
Então olho para o azul do céu.
Só e comigo, falo com o Criador
Ele não está lá fora, está aqui dentro
me da forças. Mas principalmente chance.
Nele está meu caminho, na consciência o mapa
Fico feliz por caminhar, Agradecerei ao pai
na próxima manhã, pelo lindo dia,
pelo caminho a percorrer, pela relva,
pela brisa que toca a minha mão.
Agradeço ó Pai pelas plantas, os pássaros, todas as flores,
que com todas as cores, me fazem pensar,
que linda manhã. Minhas tintas não são tão belas,
quanto a natureza. Obrigado Pai que estou aqui,
obrigado Pai porque creio em Ti. Obrigado Pai,
por ter alegrias, que sem a poesia não poderia sentir.
Dois lados
October 15th, 2008
Mesmo trabalhando no digital as vezes sinto o cheiro da tinta...
É maluco ou sou maluco?
Inspirações
October 3rd, 2008É difícil sentir os sentidos pelo artista. Que passa na cabeça dele no momento de inspiração? Que energia é carregada no corpo no momento da criação? O que ele sente? A sensibilidade talvez seja em canal de comunicação. Uma porta aberta por onde trafegam sentimentos em altíssima velocidade. Se é complicado sentir, talvez seja ainda mais em um blog. Van Gogh foi um ser impar. Mas como em toda porta não vigiada, podem passar perturbações. O artista precisa se auto-conhecer.
Este vídeo do youtube há pouco me fez viajar por um mundo diferente. Não é preciso substancias químicas para dar um "barato" a música e a arte podem se encarregar disso. Talvez tenha me inspirado uma combinação além. Há poucos minutos assisti pela segunda vez o filme Wall-e. A inspiração está aqui, vou me retirar para criar...
As cores do amanhecer
October 3rd, 2008Na boa! Eu postaria novamente a letra da canção “Esperando aviões” de Vander Lee, mas resolvi evitar duplicações. As idéias aqui no blog fazem parte de um cotidiano que muitas vezes permanece por um bom tempo. Gosto desta canção. Alguns “prezados” diriam que é porquê fala de aviões, mas sinceramente acho que isso é metáfora. Neste sentido não espero aviões e o aeródromo tá fechado há tempos!
Talvez a minha interpretação da letra não seja a mesma da pensada pelo autor. As vezes me vejo em devaneios nos versos “meus olhos te viram triste / olhando no infinito”. Faço muito isso... as vezes me encontro no infinito... é costume... perder-se... olhando... divagando... vivendo... um ponto distante... as vezes o céu, as vezes num pássaro, talvez um avião ou fugindo do que não se pode ver... Ver roxos e rosados do amanhecer é gracioso, contudo prefiro dormir.
Acho que o artista precise ser um ser solitário, talvez para ter tempo de ver dentro dele mesmo. O artista nunca fará acontecer, naquele acordo que o outro fará valer. Não gosto deste pensamento. Eu faço acontecer e isso faz valer. A ética nas artes é complicadíssima, contudo é também o que faz valer. Talvez mesmo assim eu espero por algo, talvez espere pela verdade.
eu queria poder dizer sem palavras
eu queria poder cantar sem canções

Van Gogh - Campos de Trigo



