Archives for: September 2008
Desenvolvendo uma nova técnica
September 28th, 2008Há algum tempo tenho pensado na possibilidade de fazer arte com a limitada câmera VGA de um celular. A câmera, seja ela qual for, sempre será uma ferramenta, e nada além disso. Hoje consegui depois de algum estudo viabilizar a primeira imagem de um trabalho que pretendo fazer utilizando a câmera VGA do meu celular. A técnica ainda precisa ser aprimorada, mas este é um caminho que pretendo seguir.
Aqui a imagem de baixíssima qualidade é trabalhada em um vetor em um software de ilustrações. A captura da imagem deve ser muito bem controlada para evitar ruídos de qualquer natureza. Quem sabe esteja surgindo uma série?

Estudo de pintura digital
September 27th, 2008
Um programa muito interessante que voltei a ter contato é o ArtRage. Quando o testei pela primeira vez estava na faculdade, e foi o meu amigo Júlio que indicou. O Júlio faz história em quadrinhos e fera no desenho a mão, já o programa naquela época era meio travadão. Agora parece que o pessoal deu um jeito e ficou bem legal para usar o programa. Resolvi testá-lo como uma possível opção para estudos na hora do almoço. Bom, não é como sentir o cheiro da tinta e ter um pincel molhado em mãos, o mouse me limita muito, mas como tudo são ferramentas acho que pode valer a pena. Agora estou pensando comprar uma tablet.
Este estudo da maça verde fiz em duas seções de 30 minutos. A imagem referencia foi da biblioteca da Wetcanvas.
A arte clássica e o mercado de arte
September 27th, 2008A arte acadêmica aqui no Brasil tem um nome meio esquisito. Acadêmico parece pesquisa. Eu particularmente prefiro chamá-la de Arte Clássica que soa mais fiel ao sentido. Eu não aconselho ninguém a mudar de "estilo" visando unicamente o mercado. O Artista é acima de tudo o ser criativo e que deve estar bem acima do estilo adotado. Fazendo nos moldes clássicos ou ousando técnicas modernas a arte sempre será do artista, não do estilo.
Muitos artistas tentam fazer arte pensando unicamente no mercado. Se a arte se realiza no clássico, então adotar outro estilo será uma maneira de andar em círculos. Trabalhar para o mercado não é função da arte, sim do artesão ou de empresas. A venda sempre será a conseqüência e não a finalidade da arte. Se a intenção for realmente "o mercado", recomendo um curso no Sebrae.
Quando nos libertamos do paradigma "vender", a arte evolui. Se o mercado gostar, o artista cumpre seu papel. Já encontrou alguma coisa que você parou de procurar? Isso tem fundamento lógico. Quando produzimos para vender, estamos fazendo o que achamos que o outro vai querer e muitas vezes este outro espera a nossa visão. Vejamos o exemplo clássico do "Bobo da Corte". Ele fazia a sua arte criticando o Rei mas de maneira que o Rei se divertisse. Andando por várias galerias e na praça da República aos domingos, as vezes me pergunto se um quadro que vejo é realmente arte ou é somente decorativo. A arte é decorativa, mas nem sempre o decorativo é arte.
Mas se não fazemos para vender, caímos na questão mais crucial e antiga do artista. "Como irei me sustentar?". Se alguém achou a resposta, por favor me avise. :)
Mas realmente é certo dizer que o no mercado de arte, excluindo o decorativo, a contemporânea, é mais valorizada que a clássica. A mesma encrenca acontece na música. Quantas rádios de música clássica você conhece? Eu somente uma e quase não a escuto, apesar de gostar. Contudo, este mercado de música está ai, firme e forte, para o público dele. Sempre haverá músicos, orquestras e este público.
O que costumo propor é uma modernização do clássico. Se temos hoje o acrílico com todas as facilidades, para que criar no lento processo dos grandes mestres como a imprimatura feita com cola de pele de coelho? A fotografia de certa forma libertou o artista do compromisso com o real. Já respondendo a suas questões, pense que uma pintura deva ser durável. Que tal pensar em 500 anos? Estudos podem ser feitos com telas de algodão, ou em painéis. Mas quando você sentir que vai fazer a obra prima, que tal uma tela ou painel de linho? Particularmente gosto de painéis de madeira. O tamanho pouco importa, depende da sua necessidade. A "Mona Lisa" não é um quadro grande.
Não se prenda a incluir ou não um elemento seja arte. Não existem bem regras dizendo o que é ou não é arte. Particularmente tento encarar a arte como o belo em função do bom. Se pode usar figura humana em um trabalho ou um pingüim sobre uma geladeira vai depender da interpretação do artista.
Vá em frente com o seu clássico modernista, acho que é um bom caminho. Mas ainda volto a frisar. Quando criamos fazemos como base um estilo, mas acabamos criando o nosso próprio que poderia ser uma variação da referência. Estive vendo os seus trabalhos no site que você me apontou e gostei bastante. Senti que você segue um estilo hiper realista é isso? Busque a harmonia que às vezes pode ser encontrada nos contrastes.
Estudo em grafiti no Cairbar
September 6th, 2008
Nova fotógrafa
September 6th, 2008Nome Amanda M Bresciani
Idade 5 anos
Câmera Nikon Coolpix
Esta baixinha me surpreende. :)
Esperando Aviões
September 1st, 2008Composição: Vander Lee
Meus olhos te viram triste
Olhando pro infinito
Tentando ouvir o som do próprio grito
E o louco que ainda me resta
Só quis te levar pra festa
Você me amou de um jeito tão aflito
Que eu queria poder te dizer sem palavras
Eu queria poder te cantar sem canções
Eu queria viver morrendo em sua teia
Seu sangue correndo em minha veia
Seu cheiro morando em meus pulmões
Cada dia que passo sem sua presença
Sou um presidiário cumprindo sentença
Sou um velho diário perdido na areia
Esperando que você me leia
Sou pista vazia esperando aviões
Sou o lamento no canto da sereia
Esperando o naufrágio das embarcações
Não entendo aquela mulher...
September 1st, 2008Um retrato que gostaria de fazer
mas outro chegou primeiro,
era a Monalisa.
São Leonardo, até que o Sr. fez bem
mas eu, teria feito melhor?
Provavelmente não
Isso não...
Mas uma coisa eu sei
e pago pau pro Leo.
Ele retratou a mulher
enigmática, como ela é.



